O aperfeiçoamento cristão de um metodista

‘A fé sem obras é morta’, diz o apóstolo Tiago em sua carta no segundo capítulo. Assim é para o metodismo falar, escrever, ensinar sobre a Bíblia como nossa regra de fé e de prática sem, contudo, praticá-la. O movimento wesleyano sempre primou pela experiência e é através dela que demonstra a seriedade com Aquele que tão grandemente nos amou e se entregou por nós.

No cotidiano, não basta saber o que é certo e praticar, não basta conhecer as leis e direitos, algo pode ser certo e direito e, contudo, não atender à ética, ou moral, ou hábito. Este conjunto de sinônimos simboliza uma vivência, uma continuidade. O cristão/ã é confrontado/a não só pelo que observa e preceitua, senão, também, e mais importante, pela sua própria vivência. O que costuma fazer, o hábito que permeia suas relações, a forma como atende esta ou aquela circunstância. É viver colocando Deus acima de todas as coisas. É fazer a si mesmo diariamente as seguintes perguntas:

•   Na caminhada, tenho como ferramenta algo que aprendi com os que já vivenciaram algo parecido? Experiência.

•   Tenho como balizar minhas atitudes e ações pelos princípios de fé aprendidos? Tradição.

•   Sou capaz de racionalizar cada objeto do meu caminhar, não vivendo somente pelas emoções sem, contudo, as desprezar? Razão.

•   Consigo perceber a extensão de minhas atitudes e escolhas na natureza que me cerca, ou antes, no meio ambiente? Natureza.

•   Preocupo-me em como minha vivência retrata a comunidade na qual estou inserida?

Uma boa forma de constatar tudo isto é ter a Palavra de Deus tão entranhada que ela não falte como elemento de aferição em cada ato. Que a Bíblia sirva para constatar a prática comum como uma experiência constante de uma fé madura e transformadora. É olhando cada ser como sendo um igual. É caminhando e observando cada feito da criação, como nós, sendo participantes dela e, portanto, responsáveis pela preservação. É ouvindo atentamente cada parte, sem julgar ou buscar precedente na tentativa de estabelecer culpados e culposos, atribuindo o grande e generoso amor de Deus como um presente à humanidade. É considerando cada ato e reação à luz da ética e não somente do que é direito, não condenando os que assim não o fizerem. É compreendendo que a cada prática nos rendemos mais a conquista de uma relação infinita de transformação do que era ao que somos e ao que podemos nos transformar. Assim é o aperfeiçoamento cristão de um metodista através da experiência e prática.

Revda Mary de Fátima Santos Agostinho – Pastora na Igreja Metodista em Araras/SP

Referências:

ALMEIDA, J.Ferreira-  Bíblia Sagrada.

PRAM- Plano Regional de Ação Missionária – Igreja Metodista 5ª região Eclesiástica 

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