Um novo olhar

A Igreja Metodista no Brasil comemora, no terceiro domingo de setembro, os 184 anos de Escola Dominical em terras brasileiras, iniciada em junho de 1836, pelo Rev. Justin Spalding. Tanto essa primeira fase da experiência metodista no Brasil como a segunda em 1876, tiveram o seu início marcado pela organização da Escola Dominical. Segundo Paulo Ayres Mattos, “a abertura de uma Escola Dominical tornou-se quase que um padrão do início dos trabalhos metodistas no Brasil”.

Não há como negar a importância desse espaço de ensino da Palavra de Deus para o crescimento e fortalecimento da fé do povo chamado metodista ao longo da história. Louvamos a Deus, pois Ele é quem inspira e sustenta essa agência de educação cristã suprindo com ânimo, criatividade, unção e capacidade de reinvenção. Aliás, reinventar-se é a ordem do dia em nossas igrejas. Talvez, esse tempo tão desafiador que estamos vivendo devido à Pandemia do Covid 19, seja muito propício para refletirmos sobre a crucial necessidade de renovação de mente, adequação de linguagem, utilização de novas plataformas e redescoberta da visão em nossas práticas missionárias.

O Plano Nacional Missionário/2017-2021 afirma a pretensão de ajudar “a Igreja Metodista a fortalecer seus marcos essenciais, convergindo toda a prática metodista para a missão” (p.12). A Escola Dominical é uma prática histórica e tradicional de nossa igreja. Assim, ela deve estar à disposição da missão dada por Deus a cada discípulo e discípula de Jesus. A educação cristã e o conhecimento bíblico não podem ter fim em si mesmos, antes devem promover transformação de mente e coração. Uma transformação tal que, junto às vivências e experiências construídas nos demais espaços de promoção e desenvolvimento da fé oferecidos pela igreja, o povo metodista esteja preparado e motivado a engajar-se na missão de Deus de modo apaixonado e comprometido.

Neste mês de setembro, mais uma vez celebramos a Escola Dominical. Reconhecemos seu valor e importante contribuição para a formação cristã e o preparo da pessoa para viver sob a ação do Espírito Santo, enquanto se relaciona com a sociedade e o mundo sob a verdade do Evangelho, assumindo sua identidade missionária.

Se um dos objetivos da educação cristã é “levar os cristãos a se integrarem na prática missionária à luz do Evangelho e da realidade social” (PNM/2017, p. 175), conclui-se que cada vez mais rapidamente as estratégias precisam ser reavaliadas e mudanças precisam ser efetuadas também em nossa querida Escola Dominical. Isto porque, embora o Evangelho de Jesus não mude, a realidade social tem sofrido alterações drásticas em períodos de tempo cada vez menores. A maneira de pensar e de viver da sociedade tem ganhado novos contornos e numa mesma geração observamos múltiplos padrões de comportamento e de mentalidade distintos. Não haverá educação na verdade se não houver comunicação adequada dessa verdade, o que precisa levar em conta: linguagem certa, estratégia inteligente, sensibilidade para assumir novas plataformas sem contudo, comprometer a visão. Diante disso, nossas igrejas e suas lideranças são desafiadas a avaliarem a caminhada e a presença da Escola Dominical em suas comunidades:

1. A linguagem utilizada atrai, distrai ou repele as pessoas?

2. O formato utilizado reúne as pessoas ou há impedimentos para que alguém participe?

3. As pessoas encontram suporte e motivação da igreja para colocarem em prática o conhecimento obtido? Ou seja, os/as alunos/as se tornam missionários/as?

4. Quais os êxitos da ED em minha comunidade?

5. Em que aspectos ela pode melhorar?

A Escola Dominical foi e continua sendo uma importante agência de ensino, promotora de conhecimento e maturidade, e sob a Graça de Deus continuará neste propósito, geração após geração!

Revda. Roseli Oliveira e Samantha Pereira, Coordenação Regional de Escola Dominical

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